quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ontem foi um dia muito inspirador: resgatei em mim uma criança que nunca pode existir. Parece contraditório, mas é apenas uma incrível constatação.

A minha infância foi assim: vivia numa zona valorizada da cidade e estudava em uma escola particular, tida como excelente. Tinha aula de piano e balé clássico semanalmente. Falando apenas estas informações surpreendentemente verdadeiras, tenho quase certeza que você me julgou, consciente ou inconscientemente, uma criança de sorte.


Para reforçar ainda mais este julgamento automático, digo que meus pais eram casados e nunca se separaram. Meu único irmão me enche de orgulho a cada dia e nossa relação sempre foi profunda, cheia de companheirismo e amor.


A minha mãe era a pessoa que eu mais amava no mundo. Ela era cheia de encantos!

Meu pai sempre trabalhou bravamente para o sustento de sua família.

A questão é que só as entrelinhas de tudo que escrevi agora, conseguem refletir a realidade da minha época de menina.


Entrelinhas muito maiores que a soma de todo o lado belo dos fatos.


Com isso, tem mais de uma década que venho dissecando e esvaziando as marcas que este passado imprimiu em mim.


Isto é história complicada de se deixar soltar da alma!

Preciso buscar as palavras.
Está tudo mais arrumado que antes, mas ainda é carregada de sentimentos avassaladores.

Peço licença e um tiquinho de compreensão para eu começar a contar as entrelinhas no próximo post.

Pra muitos nada do que eu falar poderá ter peso. Enquanto para outros, será um drama nunca vivido.

Não importa! Necessito transformar tudo isso em letras.

Já volto, tá? rs

terça-feira, 30 de junho de 2015

A vontade de escrever desde que comecei a fazer a curva da vida vem aumentando a cada dia. Parece ser a necessidade de registrar cada nova descoberta. Só que pra minha realização pessoal, sinto que compartilhar o que aprendi com os obstáculos e prazeres da vida, ajuda a construir a história de outras pessoas. Assim como venho aprendendo com as histórias e experiências de outros.

A gente, querendo ou não, guarda na memória, no inconsciente, coisas que nos chamam atenção, que nos fazem refletir, ou mesmo que traga uma nova perspectiva para nossas aflições.
Eu, que vocês vão conhecer aos poucos, mas em toda minha intensidade e liberdade, sou da espécie humana e, com isso, trago em minha bagagem os anseios e frustrações oriundos deste animal.
Animal que aprendi na escola ser o único racional:

A posse e o uso da razão caracterizam o homem distinguindo-o dos outros animais. É capaz de refletir, emitir juízos, dominar e modificar a natureza através de suas conquistas técnico-científicas bem como elaborar conceitos e ideias. É dotado de um poder de conhecimento ilimitado: compreende a si mesmo e às coisas que o cercam, o que lhe permite alterar consciente e intencionalmente as circunstâncias em que vive.

Hein? rs
É isso mesmo?
E por que não conseguimos nos realizar ou nos satisfazer?
Quem sabe seja porque levamos à sério demais nossa "superioridade" em relação aos outros seres...
Aviso logo que este é um exercício de liberdade pra mim. Por isso, erros de português ou contradições de ideias serão uma constante aqui. Também poderei criar novas regras gramaticais e novas palavras tudo com a intenção de melhor expressar o que preciso passar. Fiquem tranquilos: só se deixem levar pelas ideias e reflexões.
Deixa eu criar, tá?

Por muito tempo estive aprisionada nas convenções do mundo. A cartilha da sociedade orientava a minha vida. Sentia vontade de escrever, mas como se o que mais me preocupava era se o meu português estava perfeito? Isso tirava meu ânimo e a criatividade ia embora.

Agora eu vejo que a língua é apenas um instrumento de comunicação. Apenas isso. Sendo bem usado e se conseguindo transmitir o que se quer, já cumpriu a sua função.

Penso isso só agora. Fui vendo que o caminho linear que lutava em percorrer não acalentava minha essência. Não era anatômico à uma alma tão desforme e inquieta!

Ainda bem!

Ufa! Começo a enxergar acima do muro insano que inventei pra mim.
É assim que começo este guardador de relíquias de minha história.
Faço para mim mesma me descobrir. Se quiser, pode me acompanhar! rs
Bora?


Fontes: https://sites.google.com/site/jphylosophya/2-ano/ontologia/o-homem-um-ser-racional. Acesso em 30.06.15