A vontade de escrever desde que comecei a fazer a curva da vida vem aumentando a cada dia. Parece ser a necessidade de registrar cada nova descoberta. Só que pra minha realização pessoal, sinto que compartilhar o que aprendi com os obstáculos e prazeres da vida, ajuda a construir a história de outras pessoas. Assim como venho aprendendo com as histórias e experiências de outros.
A gente, querendo ou não, guarda na memória, no inconsciente, coisas que nos chamam atenção, que nos fazem refletir, ou mesmo que traga uma nova perspectiva para nossas aflições.
Eu, que vocês vão conhecer aos poucos, mas em toda minha intensidade e liberdade, sou da espécie humana e, com isso, trago em minha bagagem os anseios e frustrações oriundos deste animal.
Animal que aprendi na escola ser o único racional:
A posse e o uso da razão caracterizam o homem distinguindo-o dos outros animais. É capaz de refletir, emitir juízos, dominar e modificar a natureza através de suas conquistas técnico-científicas bem como elaborar conceitos e ideias. É dotado de um poder de conhecimento ilimitado: compreende a si mesmo e às coisas que o cercam, o que lhe permite alterar consciente e intencionalmente as circunstâncias em que vive.
Hein? rs
É isso mesmo?
E por que não conseguimos nos realizar ou nos satisfazer?
Quem sabe seja porque levamos à sério demais nossa "superioridade" em relação aos outros seres...
Aviso logo que este é um exercício de liberdade pra mim. Por isso, erros de português ou contradições de ideias serão uma constante aqui. Também poderei criar novas regras gramaticais e novas palavras tudo com a intenção de melhor expressar o que preciso passar. Fiquem tranquilos: só se deixem levar pelas ideias e reflexões.
Deixa eu criar, tá?
Por muito tempo estive aprisionada nas convenções do mundo. A cartilha da sociedade orientava a minha vida. Sentia vontade de escrever, mas como se o que mais me preocupava era se o meu português estava perfeito? Isso tirava meu ânimo e a criatividade ia embora.
Agora eu vejo que a língua é apenas um instrumento de comunicação. Apenas isso. Sendo bem usado e se conseguindo transmitir o que se quer, já cumpriu a sua função.
Penso isso só agora. Fui vendo que o caminho linear que lutava em percorrer não acalentava minha essência. Não era anatômico à uma alma tão desforme e inquieta!
Ainda bem!
Ufa! Começo a enxergar acima do muro insano que inventei pra mim.
É assim que começo este guardador de relíquias de minha história.
Faço para mim mesma me descobrir. Se quiser, pode me acompanhar! rs
Bora?
Fontes: https://sites.google.com/site/jphylosophya/2-ano/ontologia/o-homem-um-ser-racional. Acesso em 30.06.15
